Cerâmica Industrial
https://ceramicaindustrial.org.br/article/doi/10.4322/cerind.2023.019
Cerâmica Industrial
Regular Placas cerâmicas

Avaliação dos efeitos do sistema construtivo e da temperatura de requeima sobre a resistência ao gretamento de placas cerâmicas de revestimento

Effects of the construction system and the refiring temperature on the cracking resistance of ceramic tiles

Efectos del sistema constructivo y la temperatura de recocción sobre la resistencia al agrietamiento de las baldosas cerámicas

Natã Ferraz dos Santos; Vinícius Takeshi Nakazawa; Gabriel Silva Dalbem Pereira; Suelen Nastri; Lisandra Rafaela dos Santos; Fábio G. Melchiades; Anselmo O. Boschi

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Resumo

Este trabalho tem por objetivo avançar no entendimento da influência causada pelo sistema construtivo sobre a resistência ao gretamento de placas cerâmicas previamente instaladas, considerando que em algumas situações ensaios de resistência ao gretamento estão sendo conduzidos com placas cerâmicas que foram assentadas e depois removidas. Estas mesmas placas também são requeimadas a 500 °C na fase preliminar do ensaio de resistência ao gretamento e, como será discutido a seguir, a definição dessa temperatura de requeima pode exercer influência no estado de tensões a que os esmaltes se encontram submetidos. A ideia de queda de desempenho técnico de um produto usado em relação àqueles recém-fabricados é algo intuitivo e organicamente aceito para grande parte dos objetos e bens de consumo. Apesar da naturalidade desta afirmação, é interessante do ponto de vista técnico que o processo de deterioração de um produto em pleno uso seja estudado e comprovado. No caso das placas cerâmicas de revestimento, especificamente, o respaldo literário científico aponta a retração das argamassas e as demais solicitações geradas pelo sistema construtivo como potenciais agentes causadores de danos, que podem entre outras coisas, alterar as tensões estabelecidas na peça e com isso diminuir sua resistência ao gretamento. A fim de contribuir de maneira objetiva e robusta com o entendimento deste tema, buscou-se caracterizar a resistência ao gretamento uma amostragem diversa de placas cerâmicas da classe BIIb antes e após assentamento de aproximadamente 2,5 meses (75 dias), e a partir dos resultados, entender se a instalação/remoção das peças foi capaz de diminuir a resistência ao gretamento caracterizada em laboratório. Os resultados obtidos indicam uma clara influência do sistema construtivo na resistência ao gretamento dos corpos de prova ensaiados, tornando-os mais suscetíveis a gretar. Dessa forma, conclui-se que a caracterização da resistência ao gretamento das placas cerâmicas de revestimento deve ser sempre conduzida com corpos de prova que não tenham sido assentados/removidos por demolição, especialmente quando se pretende atestar a conformidade ou existência de vícios de origem em produtos anteriormente comercializados. Neste contexto, também é apresentada uma discussão com respeito ao papel desempenhado pela requeima a 500 °C prevista no ensaio de resistência ao gretamento, a qual deveria ser realizada com a finalidade de reconduzir as placas cerâmicas ao seu estado original de tensões.

Palavras-chave

Resistência ao gretamento; temperatura de requeima; argamassas colantes; sistema construtivo; tensões.

Abstract

This work aims to advance in the understanding of the influence caused by the construction system on the resistance to cracking of previously installed ceramic tiles, considering that in some situations tests of resistance to cracking are being conducted with ceramic tiles that were laid and then removed. These same tiles were also re-fired at 500 °C in the preliminary phase of the cracking resistance test and, as discussed, the definition of this re-firing temperature can influence the stress state to which the glazes are subjected. The idea of a drop in the technical performance of a used product in relation to newly manufactured ones is something intuitive and organically accepted for most objects and consumer goods. Despite the naturalness of this statement, it is interesting from a technical point of view that the process of deterioration of a product in full use is studied and proven. In the case of ceramic tiles, specifically, the literature points to the retraction of mortars and other requests generated by the construction system as potential agents causing damage, which can, among other things, alter the tensions established in the piece and thereby reduce its resistance to cracking. To contribute objectively and robustly to the understanding of this topic, we sought to characterize the cracking resistance of a diverse sample of class BIIb ceramic tiles before and after laying for approximately 2.5 months (75 days), and from the results, understand whether the installation/removal of the pieces could reduce the cracking resistance characterized in the laboratory. The results showed a clear influence of the construction system on the resistance to cracking of the specimens tested, making them more susceptible to cracking. Thus, it is concluded that the characterization of the resistance to cracking of ceramic tiles should always be conducted with specimens that have not been laid/removed by demolition, especially when it is intended to attest to the conformity or existence of defects of origin in products previously marketed. In this context, a discussion is also presented regarding the role played by the re-firing at 500 °C foreseen in the cracking resistance test, which should be carried out with the aim of returning the ceramic tiles to their original stress state.

Keywords

Crack resistance; re-firing temperature; adhesive mortars; constructive system; tensions.

Resumen

Este trabajo pretende avanzar en la comprensión de la influencia que provoca el sistema constructivo en la resistencia a la fisuración de baldosas cerámicas previamente instaladas, considerando que en algunas situaciones se están realizando ensayos de resistencia a la fisuración con baldosas cerámicas que fueron colocadas y luego retiradas. Estas mismas baldosas también fueron recocidas a 500 °C en la fase preliminar del ensayo de resistencia al agrietamiento y, como se ha comentado, la definición de esta temperatura de recocción puede influir en el estado tensional al que se someten los vidriados. La idea de una caída en el rendimiento técnico de un producto usado en relación con los de nueva fabricación es algo intuitivo y orgánicamente aceptado para la mayoría de los objetos y bienes de consumo. A pesar de la naturalidad de esta afirmación, es interesante desde el punto de vista técnico que se estudie y pruebe el proceso de deterioro de un producto en pleno uso. En el caso de las baldosas cerámicas, en concreto, la literatura apunta a la retracción de los morteros y otras demandas generadas por el sistema constructivo como potenciales agentes causantes de daños, que pueden, entre otras cosas, alterar las tensiones establecidas en la pieza y con ello reducir su resistencia a la fisuración. Para contribuir de manera objetiva y robusta a la comprensión de este tema, buscamos caracterizar la resistencia al agrietamiento de una muestra diversa de baldosas cerámicas clase BIIb antes y después de la colocación durante aproximadamente 2,5 meses (75 días) y, a partir de los resultados, comprender si la instalación/remoción de las piezas podría reducir la resistencia al agrietamiento caracterizada en el laboratorio. Los resultados mostraron una clara influencia del sistema constructivo en la resistencia a la fisuración de las probetas ensayadas, haciéndolas más susceptibles a la fisuración. Así, se concluye que la caracterización de la resistencia a la fisuración de las baldosas cerámicas debe realizarse siempre con probetas que no hayan sido puestas/retiradas por demolición, especialmente cuando se pretenda acreditar la conformidad o existencia de defectos de origen en productos previamente comercializados. En este contexto, también se presenta una discusión sobre el papel que juega la recocción a 500 °C prevista en el ensayo de resistencia a la fisuración, que debe realizarse con el objetivo de devolver las baldosas cerámicas a su estado tensional original.

Palabras clave

Resistencia al agrietamiento; temperatura de recocción; morteros adhesivos; sistema constructivo; tensiones.

Submetido em:
19/06/2023

Revisado em:
30/06/2023

Aceito em:
03/07/2023

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